Não sou nenhum trânsfuga!!!
Talvez um pouco túmido...
Então o que querem esses carnífices
Pondo em meu encalço tantos Cérberos...
Não compactuo com essas áspides!!!
Que do poder são azêmolas,
E da verdade vivem abscôndidos!!!
Pois a mesma é para eles acrimônia.
Ouço com desdém suas anátemas,
E isso lhes parece uma algaravia...
Pois não passam de forjadores de álibis!!!
Sem nenhum senso de alvedrio.
Escondem-se em podres alcáçares,
Esses pobres cleptômanos...
Não passam de apóstatas!!!
Minha consciência é meu anódino;
A salvaguardar-me dessas alimárias!!!
LEILSON LEÃO
quinta-feira, 23 de julho de 2009
ALOTROPIA DE UM AMOR LITERÁRIO
Devo reconhecer tua semiótica
Para compreender tua semântica
Quero penetrar nos domínios
Te tua sapiência translingüística
E reconhecer-me em teu texto
Como uma unidade específica
Atingir todas as dimensões
De morfemas fonemas sintagmas
A expressão máxima de tua comunicação
O idiomático máximo de teu informativo
Na lúdica transmissão de teu significado
Ante minha insignificante sintaxe
És regida por tua própria gramática
Com tuas dimensões e valores específicos
Mas em meu “eu” estás (de) codificada
Quero inteirar-me de teus meandros estilísticos
Em relações permitidas excluídas proibitivas
Talvez por conta de minha lisibilidade
Ou por conta da ambigüidade deste contexto
O toque de tua escrita faz-se Midas
E lança uma luz sobre minha agrafia
Esse solene e literário ato
Por isso amo até tuas entrelinhas
Onde me encontro e te encontro de fato
OBS: Para TLV, um anjo lindo que surgiu em minha vida
LEILSON LEÃO
Para compreender tua semântica
Quero penetrar nos domínios
Te tua sapiência translingüística
E reconhecer-me em teu texto
Como uma unidade específica
Atingir todas as dimensões
De morfemas fonemas sintagmas
A expressão máxima de tua comunicação
O idiomático máximo de teu informativo
Na lúdica transmissão de teu significado
Ante minha insignificante sintaxe
És regida por tua própria gramática
Com tuas dimensões e valores específicos
Mas em meu “eu” estás (de) codificada
Quero inteirar-me de teus meandros estilísticos
Em relações permitidas excluídas proibitivas
Talvez por conta de minha lisibilidade
Ou por conta da ambigüidade deste contexto
O toque de tua escrita faz-se Midas
E lança uma luz sobre minha agrafia
Esse solene e literário ato
Por isso amo até tuas entrelinhas
Onde me encontro e te encontro de fato
OBS: Para TLV, um anjo lindo que surgiu em minha vida
LEILSON LEÃO
CONSUMO
Você que se consome
Você que é consumo
Como sumo você some
Não passando de insumo
Impõe-lhe o que você come
Como andar e qual o rumo
Dizem-lhe o que ame
Se for sujeira use Omo
Se for Coca você tome
Se você que se consome
É você que consumo
Sumo você como some
Passando não de insumo
O que lhe impõe você come
Qual andar como e rumo
Se lhe dizem ame
Se é Coca você Omo
Se é sujeira você tome
LEILSON LEÃO
Você que é consumo
Como sumo você some
Não passando de insumo
Impõe-lhe o que você come
Como andar e qual o rumo
Dizem-lhe o que ame
Se for sujeira use Omo
Se for Coca você tome
Se você que se consome
É você que consumo
Sumo você como some
Passando não de insumo
O que lhe impõe você come
Qual andar como e rumo
Se lhe dizem ame
Se é Coca você Omo
Se é sujeira você tome
LEILSON LEÃO
MULHERES
Ah... Mulheres amantes
Há mulheres e amantes
Existem também mulheres carvão
Que quando sobre intensa tensão
Transformam-se em diamantes
Ah... Mulheres ignorantes
Há mulheres ressonantes
Existem também mulheres ilusão
Pensamos que as temos na palma das mãos
Quando já estão então tão eqüidistantes
Ah... Mulheres desinteressantes
Há mulheres e há amantes
Existem mulheres servidão
Que vivem na solidão
Como suas mães viviam antes
Ah... Mulheres independentes
Há amantes e há mulheres
Existem mulheres razão
Que quando se defrontam com problemas
Pensam com a mente esquecendo o coração
LEILSON LEÃO
Há mulheres e amantes
Existem também mulheres carvão
Que quando sobre intensa tensão
Transformam-se em diamantes
Ah... Mulheres ignorantes
Há mulheres ressonantes
Existem também mulheres ilusão
Pensamos que as temos na palma das mãos
Quando já estão então tão eqüidistantes
Ah... Mulheres desinteressantes
Há mulheres e há amantes
Existem mulheres servidão
Que vivem na solidão
Como suas mães viviam antes
Ah... Mulheres independentes
Há amantes e há mulheres
Existem mulheres razão
Que quando se defrontam com problemas
Pensam com a mente esquecendo o coração
LEILSON LEÃO
CULTURA DE MASSAS
Nesta nossa triste cultura
De uma sociedade formatada
Pelo modo de produção capitalista
A arte só tem direito a existir
Acompanhada de uma fala explicativa
A cultura encontra-se massificada
Alienada das outras práticas discursivas
A ponto de só manter tua existência
Sob a égide de um meta discurso alienista
Montado sobre uma mega estrutura
Cúmplice desta ratio metafísica
As massas são dito o que beber comer vestir ouvir
Tornando-as reféns desta manipuladora ideologia
As classes dominantes impõem sobre as dominadas
Toda irracionalidade desta podre moldura
Que sustenta o retrato desta teleguiada vida
Integrada á gnosiologia materialista
Antológica forma de dominação da massa proletária
Por conta de uma derivação formalista
Vive a massa sob uma ideologia arbitrária
De uma estética criada pela burguesia
LEILSON LEÃO
De uma sociedade formatada
Pelo modo de produção capitalista
A arte só tem direito a existir
Acompanhada de uma fala explicativa
A cultura encontra-se massificada
Alienada das outras práticas discursivas
A ponto de só manter tua existência
Sob a égide de um meta discurso alienista
Montado sobre uma mega estrutura
Cúmplice desta ratio metafísica
As massas são dito o que beber comer vestir ouvir
Tornando-as reféns desta manipuladora ideologia
As classes dominantes impõem sobre as dominadas
Toda irracionalidade desta podre moldura
Que sustenta o retrato desta teleguiada vida
Integrada á gnosiologia materialista
Antológica forma de dominação da massa proletária
Por conta de uma derivação formalista
Vive a massa sob uma ideologia arbitrária
De uma estética criada pela burguesia
LEILSON LEÃO
INADMIRAVEL MUNDO NOVO
Não acredito mais no visível
Pois só o invisível é eterno
E nossa visão de mundo risível
É nosso uno e pequeno inferno
Não acredito mais no palpável
Pois no limbo mora a verdade
A ânsia humana é indomável
E não conhece o que é igualdade
Não acredito mais na palavra
Essa ignomínia (mal) dita fala
Proxenetas dessa muda lavra
Que ante a imoralidade se cala
Não acredito mais na piedade
Antes uma necessidade d’alma
Diante da farsa e falsa caridade
Que a toda hipocrisia acalma
Não acredito mais no pensamento
Que pela mídia tornou-se algo teleguiado
E se ela manda come até excremento
O homem já não pensa e sim é pensado
Não acredito mais no poder do conhecimento
Inteligência tem hoje quem tem dinheiro acumulado
E não adianta ter hoje ética moral e discernimento
Pois o viu metal é o mal vestido de bem e bem dissimulado
Não acredito nem mais na decência da ciência
Pois a mesma vendeu-se ao criminoso capital
É só olhar para o pobre e ver que ela não tem decência
O primeiro é olhado como homem o pobre como animal
Não acredito mais no tão decantado futuro do povo
Pois não passa de um muro onde a vida termina
A podridão a cada dia assim cresce e germina
Nesse nosso pobre e inadmiravel mundo novo
LEILSON LEÃO
Pois só o invisível é eterno
E nossa visão de mundo risível
É nosso uno e pequeno inferno
Não acredito mais no palpável
Pois no limbo mora a verdade
A ânsia humana é indomável
E não conhece o que é igualdade
Não acredito mais na palavra
Essa ignomínia (mal) dita fala
Proxenetas dessa muda lavra
Que ante a imoralidade se cala
Não acredito mais na piedade
Antes uma necessidade d’alma
Diante da farsa e falsa caridade
Que a toda hipocrisia acalma
Não acredito mais no pensamento
Que pela mídia tornou-se algo teleguiado
E se ela manda come até excremento
O homem já não pensa e sim é pensado
Não acredito mais no poder do conhecimento
Inteligência tem hoje quem tem dinheiro acumulado
E não adianta ter hoje ética moral e discernimento
Pois o viu metal é o mal vestido de bem e bem dissimulado
Não acredito nem mais na decência da ciência
Pois a mesma vendeu-se ao criminoso capital
É só olhar para o pobre e ver que ela não tem decência
O primeiro é olhado como homem o pobre como animal
Não acredito mais no tão decantado futuro do povo
Pois não passa de um muro onde a vida termina
A podridão a cada dia assim cresce e germina
Nesse nosso pobre e inadmiravel mundo novo
LEILSON LEÃO
DE SEVERINAS E JOSÉS
Morto em vida está José
E em morte vive Severina
Que não fala mais em fome
Só em sexo e em gasolina
Formas de ganhar dinheiro
Mesmo de forma fedentina
Na política trai e se vende José
Que ligado está á Severina
José não faz nada cheio de trabalho
Que lhe fornece a elegante Severina
Nunca teve vergonha o tal José
Moral já não há em Severina
José traiu toda família
Severina nela escarra em cima
Tudo vale neste jogo
De José e Severina
Pois um já não tem vergonha
E o outro tem uma mediocridade ferina
Seguem juntos na promiscuidade
O corrupto José e a elegante Severina
Todos sabem a índole de José
Mas finge não saber Severina
Vendem o corpo vendem a alma
É o que o progresso lhes ensina
Morto em vida está José
Em vida morre Severina
Cercados por sequazes iguais a eles
Posto seguirem a mesma trilha
Em vida morta está podre José
Em morta vida lhe cheira Severina
E agora JoséE agora Severina
Tudo um dia vem á tona
E é podre o cheiro da mentira
Todos fingem que não vê
Todo mundo em surdina
É o lodo da podridãoAcerca do rufião José
E da jaz livre Severina
LEILSON LEÃO
E em morte vive Severina
Que não fala mais em fome
Só em sexo e em gasolina
Formas de ganhar dinheiro
Mesmo de forma fedentina
Na política trai e se vende José
Que ligado está á Severina
José não faz nada cheio de trabalho
Que lhe fornece a elegante Severina
Nunca teve vergonha o tal José
Moral já não há em Severina
José traiu toda família
Severina nela escarra em cima
Tudo vale neste jogo
De José e Severina
Pois um já não tem vergonha
E o outro tem uma mediocridade ferina
Seguem juntos na promiscuidade
O corrupto José e a elegante Severina
Todos sabem a índole de José
Mas finge não saber Severina
Vendem o corpo vendem a alma
É o que o progresso lhes ensina
Morto em vida está José
Em vida morre Severina
Cercados por sequazes iguais a eles
Posto seguirem a mesma trilha
Em vida morta está podre José
Em morta vida lhe cheira Severina
E agora JoséE agora Severina
Tudo um dia vem á tona
E é podre o cheiro da mentira
Todos fingem que não vê
Todo mundo em surdina
É o lodo da podridãoAcerca do rufião José
E da jaz livre Severina
LEILSON LEÃO
MALDITA TRAIÇÃO
Sai por teus poros o suor da traição
Escorre de teus lábios o néctar negro
Da promiscuidade de teu venério ventre
Onde o corpo de consumo se sobrecarrega
Explodindo silenciosamente em forma de leilão
Teu leito teu talho teu peito aberto ao mundo
Mundanamente sociável é o desejo que lhe toma
Mas feliz está por ser uma emergente Hi-Socite
E nem mesmo você se conhece mais em si mesma
Quem da mais quem tem mais quem trai mais
Vozes destoantes deste mercado do lodo
Onde o tesouro do ter não tem fronteiras
Nem tampouco limites a serem respeitados
E passas no fúnebre cortejo social beligerante
Onde as lagrimas são cifrões que os óculos mascaram
Impingindo-lhe as nodoas deste teu tempo e convívio
No mais estranho ritual de superficialidades
Saga insana de filhos assassinos rebeldes e cruéis
Criados neste modelo social moderno
Onde se confunde "vulgaridade com liberdade"
"Promiscuidade com independência"
E se funde entre vocês a idéia de "normalidade"
Onde o importante não são os dedos e sim os anéis
Lançando assim a moral e a integridade pessoal ao limbo
Na eterna busca do materialismo corruptor
Onde até o sexo torna-se moeda de troca
Num escambo mundano e imundo do ser humano
Por ser o caminho mais rápido da ascensão social
È hoje vergonhoso ser pobre e honesto
Mas quando a morte lhes bater á porta
E mostrar-lhes que isso aqui é só uma passagem
Será tarde para temer o inferno interior
Esse que vocês só verão quando a morte lentamente
Adentrar seus corpos já corrompidos irremediavelmente
LEILSON LEÃO
Escorre de teus lábios o néctar negro
Da promiscuidade de teu venério ventre
Onde o corpo de consumo se sobrecarrega
Explodindo silenciosamente em forma de leilão
Teu leito teu talho teu peito aberto ao mundo
Mundanamente sociável é o desejo que lhe toma
Mas feliz está por ser uma emergente Hi-Socite
E nem mesmo você se conhece mais em si mesma
Quem da mais quem tem mais quem trai mais
Vozes destoantes deste mercado do lodo
Onde o tesouro do ter não tem fronteiras
Nem tampouco limites a serem respeitados
E passas no fúnebre cortejo social beligerante
Onde as lagrimas são cifrões que os óculos mascaram
Impingindo-lhe as nodoas deste teu tempo e convívio
No mais estranho ritual de superficialidades
Saga insana de filhos assassinos rebeldes e cruéis
Criados neste modelo social moderno
Onde se confunde "vulgaridade com liberdade"
"Promiscuidade com independência"
E se funde entre vocês a idéia de "normalidade"
Onde o importante não são os dedos e sim os anéis
Lançando assim a moral e a integridade pessoal ao limbo
Na eterna busca do materialismo corruptor
Onde até o sexo torna-se moeda de troca
Num escambo mundano e imundo do ser humano
Por ser o caminho mais rápido da ascensão social
È hoje vergonhoso ser pobre e honesto
Mas quando a morte lhes bater á porta
E mostrar-lhes que isso aqui é só uma passagem
Será tarde para temer o inferno interior
Esse que vocês só verão quando a morte lentamente
Adentrar seus corpos já corrompidos irremediavelmente
LEILSON LEÃO
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